sábado, 14 de setembro de 2013

Capítulo 9- De pai pra filha




Carol- Pai??

Pai- Carolzinha?

Carol- PAI??

Pai- Que bom que você está bem filha.

Carol pensou em mil coisas, ela queria perguntar se eles também estavam, mas ela era muito orgulhosa, então tudo que ela disse foi:

-Como se vocês se importassem né.

Pai- A gente se importa sim filha, trabalhamos muito, e isso atrapalhou eu sei. E também sei que agora é Tarde demais para isso, mas eu te amo, e garanto que sua mãe também te amava muito.
Carol- Como assim amava?? O que aconteceu??
Pai- Sua mãe foi atacada por uma dessas coisas. Agora ela faz parte deles.
Carol- Como assim?? Seu inútil! Como você deixou isso acontecer??!!
Pai- Eu não pude fazer nada...
Carol- Como não pôde?! Ela é sua mulher! Como você colocou ela em risco desse jeito?!!
Pai- A gente tinha voltado pra te buscar, entramos no apartamento mas você não estava mais lá. Quando saímos já estávamos cercados, haviam miliares desses bichos, não tínhamos saída.
Carol estava com lágrimas nos olhos, ela não podia continuar fria daquele jeito, estava doendo muito, não dava para suportar.
Carol- E agora? Você está onde?
Pai- Estou dentro de casa, no seu quarto. É o lugar onde eles ainda não chegaram, mas estão quase derrubando a porta.
Carol- Sai daí pai!
Pai- não dá mais.
Carol- Pai!
Pai- Eu só precisava te dizer que eu te amo muito minha filha. E peço desculpas por nunca ter demonstrado isso.
Carol- Eu também te amo muito pai!

Carol ouviu um barulho enorme no telefone, e uma pancada como se o celular tivesse caído no chão.

Carol- Paaaaaaaai!!!

E gemidos, gritos, e barulhos muito altos como se houvesse cães devorando um enorme pedaço de carne.
Carol sabia o que tinha acontecido. As lágrimas desceram e vieram com uma dor terrível, que nunca sentira antes!

Brenda chegou, abraçou-a por trás e sem perguntar o que houve, só abraçou a amiga e sussurou:
- Calma, eu tô aqui com você. Você nunca vai estar sozinha meu anjo, pode ter certeza.